As mulheres de tempos em tempos têm conquistado cada vez mais espaço na sociedade, e o direito ao aborto é um deles.
Contudo, para se chegar até aqui muitas águas tiveram que rolar, e as mulheres por meio do movimento feminista tiveram que impor sua voz ante o barulho masculino imposto pela sociedade.
A partir do reconhecimento da autonomia de seu próprio corpo, resta agora a concretização do direito pleno de seu uso.
Abaixo trazemos uma breve reflexão sobre a importância da autonomia do corpo feminino, e suas influências para concretização do direito ao aborto.
Feminismo e sua importância para o direito ao aborto
O movimento feminista teve sua origem com a Revolução Francesa no ano de 1789, influenciadas pelo lema liberdade, fraternidade e igualdade.
Com o advento da Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948, os espaço das mulheres veio a aumentar e suas vozes puderam ser ouvidas em todo o mundo.
NAS DÉCADAS DE 60, 70 E 80 AS MULHERES FORAM TOMANDO CONSCIÊNCIA DE SI E CONSEGUINDO CADA VEZ MAIS ESPAÇO JUNTO À SOCIEDADE, LUTANDO PELO DIREITO AOS ANTICONCEPCIONAIS E PROPAGANDO O SLOGAN “MEU CORPO É MEU”.
A ideia de submissão da mulher ante o homem se perpetua no Brasil até a República, sendo que somente com a Constituição de 1934 a igualdade entre homens e mulheres é afirmada em seu art. 113.
Nos anos 60 mesmo com a ditadura, as mulheres não silenciaram e perpetuaram sua força.
Contudo, o poderio feminino somente atingiu seu ápice com o advento da Constituição de Federal de 88, que trouxe de forma expressa a igualdade entre sexos.
E em 1993 os direitos das mulheres são reconhecidos como Direitos Humanos, sendo reconhecido também o direito reprodutivo como Direitos Humanos em Conferência ocorrida no Cairo no ano de 1994.
O direito reprodutivo garante à mulher o direito de decidir se quer ou não ter filhos, quando quer ou quantos filhos quer ter.
Demonstrando de forma lúcida o exercício da sexualidade feminina sem nenhuma discriminação ou ato de coibição.
A autonomia do corpo feminino é, senão, o fato de esta perceber sua liberdade com seu próprio corpo.
Dentre as liberdades estão o direito ao aborto e a possibilidade de as mulheres atingirem esta autonomia plena sobre seus próprios corpos.
Após séculos de subjugação da mulher perante a sociedade, finalmente esta passa a ter voz.
A sociedade evoluiu e tirou a mulher daquela margem limítrofe de natureza feminina e instinto maternal.
Hoje o papel da mulher é muito mais complexo e atinge todas as camadas da sociedade, destacando sua representatividade nos mais altos cargos sociais.
Assim, a partir das reflexões trazidas pelo movimento feminista a mulher pode enfim ter voz própria e não depender da voz de terceiros sobre o seu próprio corpo.
O direito ao aborto é apenas um dos reflexos do poder da mulher.
Contudo, a legalidade do abortotambém se demonstra um estigma, visto que referido tema ainda não depende unicamente da voz feminina.
Mas ainda se pode ouvir a voz das religiões e de pensamentos conservadores ditando direitos das minorias.
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